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Viajar de ônibus é aceitar que o caminho percorrido fará parte da sua história de vida. Pela janela, sem pedir licença, o Brasil muda de sotaque, de cor e de relevo. Diante de tantas riquezas, para este novo ano, qual é o seu tipo de viagem ideal?
Quando tantos brasileiros correm para os mesmos destinos e os mesmos aeroportos, escolher lugares para viajar em 2026 de ônibus é um gesto de autenticidade: você troca a pressa pelo trajeto, o check-in pelo embarque simples, o destino isolado pelo país que se revela aos poucos.
Há algo de muito valioso nesse tipo de viagem. O ônibus atravessa cidades médias, corta rios, passa por mercados, rodoviárias e postos de estrada. Ele conecta lugares que nem sempre aparecem nos rankings turísticos, mas que ensinam muito sobre o Brasil.
Por isso, se a ideia é planejar lugares para viajar em 2026 sem repetir fórmulas prontas, este artigo será útil. A seguir, reunimos destinos que fazem sentido pela identidade forte e experiências que começam antes mesmo da chegada.
Confira!
Nem todo destino precisa de aeroporto para valer a viagem. Alguns dos melhores lugares para viajar em 2026 estão justamente nas rotas rodoviárias que cruzam o país, conectando rios, serras, sertões e cidades que sabem receber quem chega devagar.
E, sim, além de ser mais acessível financeiramente, viajar assim tira da equação o carro próprio, o trânsito e a obrigação de dirigir. Ou seja, sobra tempo para observar, ler, pensar e chegar com outra disposição.
Continue a leitura e se surpreenda com os destinos que merecem estar no seu próximo roteiro de viagem.
Já pensou em quais lugares visitar nas próximas férias? Selecionamos os melhores destinos para ir de ônibus em 2026. Confira:
No mapa, Araçuaí aparece discreta, no Nordeste de Minas, a quase 700 quilômetros de Belo Horizonte. O município está no Vale do Jequitinhonha, região moldada pela navegação fluvial do século XIX, pela agropecuária dependente do clima, pela chegada (e posterior abandono) da ferrovia Bahia-Minas e por sucessivos ciclos de migração.
Recentemente, a cidade ganhou notoriedade nas manchetes, em 19 de novembro de 2023, a estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 44,8°C, marca que entrou para a história nas listas de dias mais quentes do país.
No entanto, reduzir a cidade a “a mais quente” é perder o melhor. O município possui o Rio, com seu próprio nome, que é um dos principais cursos d’água da região. Ao longo da história, ele permitiu a circulação de mercadorias e pessoas, um circuito comercial que favoreceu as cidades ribeirinhas do vale.
Com um histórico composto por diferentes ciclos econômicos, da mineração de ouro e diamantes ao comércio fluvial pelo Jequitinhonha e à agropecuária, o Vale do Jequitinhonha construiu uma identidade que reflete a relação direta entre paisagem e modos de vida.
Mucuri conquista seus visitantes no silêncio. É a Bahia na ‘’quina’’ do mapa, quase encostada no Espírito Santo, com um rio que desemboca no mar e dá ao destino uma sensação rara de “fronteira”.
Mas veja bem, esta não é uma fronteira de tensão ou conflitos, e sim de paisagem: água doce e água salgada disputando espaço, o mangue respirando, a maré redesenhando o chão.
A cidade tem um litoral longo de 45 km e, em alguns trechos, a própria erosão e a dinâmica costeira deixaram faixas de areia mais amplas e piscinas naturais na maré baixa, criando aquele tipo de banho que parece feito pra quem viaja com família, ou pra quem só quer entrar na água sem pressa. E quando você olha o mapa, entende por quê: Mucuri soma uma junção de ecossistemas, como mar, rio, mangue e restinga.
A Passarela Ecológica do Gigica é um jeito de entrar no mangue sem destruir o mangue. Você caminha por cima, vê caranguejo no habitat, observa as bordas do ecossistema, assim, consegue compreender a biodiversidade e como ali a vida acontece.
Januária é uma daquelas cidades que obrigam o viajante a diminuir o passo. Às margens do Rio São Francisco, no Norte de Minas, ela nasceu para abrigar pessoas que vinham pelo rio e pela terra.
Talvez por isso existam tantas versões para o nome da cidade: homenagem a um fazendeiro influente, a uma princesa do Império ou a uma mulher liberta que abriu estalagem e virou referência. Januária cresce assim, entre histórias que se cruzam, sempre com o Velho Chico como eixo silencioso.
O grande motivo para colocá-la no roteiro, no entanto, está um pouco além do centro urbano. Januária é uma das portas de entrada do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, um dos conjuntos naturais mais impressionantes do país.
As cavernas, os paredões de calcário e as inscrições rupestres fazem o visitante entender que o sertão também é subterrâneo e antigo. Na Gruta do Janelão, a famosa “Perna da Bailarina”, considerada a maior estalactite conhecida, impressiona pelo e pela sensação de pequenez que provoca aos visitantes. Não é um passeio rápido: o parque pede mais de um dia, caminhada guiada e disposição para olhar com calma.
De volta à cidade, como um bom destino mineiro, este é um dos lugares para viajar em 2026 pela culinária, da qual você encontra peixe do rio, carne de sol, pequi e cachaças artesanais produzidas nos engenhos do entorno.
Em certas épocas do ano, quando o São Francisco baixa, surgem as praias fluviais, a chamada “Praia de Minas”, e a cidade volta a se reunir em torno da água.
É lugar para quem quer entender o Brasil por camadas: o rio, a rocha, a história e o tempo trabalhando juntos.
Garanhuns está localizada em pleno Agreste pernambucano. A cidade se organiza a partir da altitude, do clima mais ameno e de uma paisagem urbana que foge do estereótipo do Nordeste quente e árido.
As ruas arborizadas, as praças bem cuidadas e até a neblina ocasional mudam a percepção de quem chega. É o tipo de lugar onde o corpo desacelera sem esforço, como se a cidade impusesse um ritmo mais gentil.
Contudo, o que realmente destaca Garanhuns é a centralidade cultural que constituiu-se ao longo do tempo. O Festival de Inverno é um exemplo disso, o evento ocupa praças, prédios históricos, teatros improvisados e transforma o espaço urbano em palco. Música, artes cênicas, literatura e encontros fazem parte do cotidiano nesses dias, e deixam marcas que permanecem mesmo depois que os palcos são desmontados.
Fora do festival, Garanhuns continua interessante. Parques como o Euclides Dourado, mirantes espalhados pela cidade, cafés simples e uma vida cultural constante mantêm a sensação de refúgio urbano.
Delmiro é daquelas cidades que te fazem questionar a ideia pronta do Sertão Nordestino como um lugar “seco”. Neste destino, a Caatinga é observada através do Velho Chico (Rio São Francisco). Portanto, se vê um Brasil como nas novelas e filmes: passeios pelo rio, entre cânions, com trilhas e mirantes.
O que dá o tom único do destino é a mistura entre geologia, água e engenharia. A Usina de Xingó, localizada na divisa entre Alagoas e Sergipe, a poucos quilômetros de Delmiro Gouveia, dimensiona o cânion a outra escala, momento que qualquer turista compreende a potência de uma paisagem com rio, rocha e progresso trabalhando junto.
“Trilhas na Caatinga” e “Cânions do Velho Chico” são opções turísticas imperdíveis. Nesses passeios, o dia começa cedo, antes do sol pesar, segue com caminhadas em terreno pedregoso, paradas estratégicas à sombra e termina quase sempre à beira do rio, quando o calor baixa e o sertão muda de cor.
Caxambu se formou no Sul de Minas a partir das águas minerais. No século XIX, quando o Brasil ainda organizava seus caminhos internos, essa cidade mineira começou a receber viajantes, doentes em busca de cura, médicos, políticos e curiosos atraídos pela fama das fontes.
O Parque das Águas, hoje o centro simbólico da cidade, é herança direta desse período em que beber água era tratamento, prescrição, ritual diário. São 12 fontes diferentes, cada uma com composição química própria, efeitos específicos e histórias que atravessam gerações.
Algumas águas são gasosas, outras sulfurosas, outras amargas e nenhuma é igual à outra. Caminhar pelo parque é percorrer um mapa invisível de saúde, crença e ciência misturadas.
Esse passado moldou tudo ao redor. A arquitetura, os hotéis históricos, os coretos, as praças e até o ritmo das conversas. Caxambu-MG aprendeu cedo a receber pessoas de fora. Por isso, até hoje, a cidade preserva uma atmosfera de estância de descanso.
Há outros jeitos de ver a cidade: o teleférico até o Morro de Caxambu, os passeios de charrete pelo centro, as caminhadas na Praça 16 de Setembro, o Horto Florestal, as fazendas do entorno e os criatórios de cavalo da raça Mangalarga Marchador.
Picos é uma cidade que nasceu da terra fértil e cresceu da circulação. Às margens do Rio Guaribas, no Vale que leva seu nome, o que primeiro atraiu pessoas foi a possibilidade de plantar, criar gado e permanecer.
Mas, com o tempo, o que realmente definiu Picos foi o movimento. A cidade se tornou um dos principais entroncamentos rodoviários do Nordeste, conectando Piauí, Ceará, Maranhão, Pernambuco e Bahia.
O território guarda fósseis e afloramentos geológicos que revelam um passado remoto, vestígios de um tempo em que a região esteve submersa por antigos mares.
Picos é conhecida como Capital do Mel, cooperativas e produtores da região exportam para fora do país. Soma-se a isso a cajucultura, visível até para quem só cruza a BR-316: castanhas assadas à beira da estrada, famílias vivendo desse comércio, sabores que fazem parte da viagem.
Para o visitante, a experiência está nos lugares onde a cidade se mostra sem ensaio. O Mercado Público, a feira livre (uma das maiores do Nordeste), o Beco da Raposa, as praças centrais, os bares simples e a Praça de Alimentação à noite. Comer em Picos-PI é compreender a região: bode assado, panelada, Maria Isabel, mel, caju, castanha.
São José de Piranhas é um destino pouco comentado, mas cheio de história para quem gosta de viajar com curiosidade. Localizada no Sertão da Paraíba, a cidade chama atenção por um detalhe raro: ela precisou ser reconstruída.
Nos anos 1930, a antiga vila ficou submersa com a construção do Açude Engenheiro Ávidos, e os moradores recomeçaram a vida em outro ponto do território.
Até hoje, devido a essas mudanças, as histórias sobre a antiga cidade surgem nas conversas, especialmente quando o nível do açude baixa e vestígios do passado reaparecem, fazendo deste um lugar onde a memória faz parte do cotidiano, sem virar atração artificial.
A vida em São José de Piranhas segue o movimento típico do Sertão. A cidade se desenvolveu a partir da agricultura, da pecuária e do cultivo do algodão, atividades que sustentaram a região por décadas. Hoje, o município funciona como ponto de apoio para quem circula entre cidades do interior paraibano, mantendo um comércio ativo e uma rotina simples e organizada.
A cidade é conhecida pela tradição de cantadores e repentistas, expressão forte da música nordestina que atravessa gerações. Mesmo sem grandes eventos turísticos, esse patrimônio cultural permanece vivo nas histórias, nas festas locais e no jeito de falar do povo.
A viagem começa na compra da passagem. Com rotas que conectam mais de 2.000 cidades em mais de 15 estados brasileiros, além do Distrito Federal, a Gontijo permite chegar a muitos destinos sem depender de carro ou avião.
A compra da passagem é simples, feita online ou pelo WhatsApp, sem taxa de serviço e com opções de parcelamento.
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