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Conheça mais destinos com a Gontijo!
Algumas viagens parecem pedir uma semana inteira. Outras cabem entre a sexta-feira à noite e o domingo, desde que a vontade de “conhecer tudo” fique em casa.
É o caso de um circuito das cidades históricas de Minas Gerais. Em apenas dois ou três dias, dá para caminhar por ruas de pedra, entrar em igrejas barrocas, experimentar uma boa comida mineira e descobrir cidades que cresceram durante o ciclo do ouro e ainda preservam parte importante da história brasileira.
Para um primeiro fim de semana, o segredo é não exagerar nas paradas. Ouro Preto e Mariana formam uma combinação interessante porque estão relativamente próximas. Além disso, permite montar um percurso sem transformar o passeio em uma sucessão de horas dentro do carro ou do ônibus.
Confira nossas dicas!
Boa parte desses destinos está ligada à Estrada Real, conjunto de caminhos aberto durante o período colonial para conectar áreas de mineração aos portos por onde circulavam ouro e outras riquezas.
Ouro Preto talvez seja a maior expressão desse passado. A antiga Vila Rica cresceu com o ciclo do ouro, tornou-se capital de Minas Gerais e preservou um conjunto urbano tão significativo que, em 1980, foi o primeiro bem cultural brasileiro inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.
Essa condição se faz presente na paisagem. As ruas acompanham o relevo, igrejas surgem no alto dos morros e os telhados coloniais parecem ocupar cada pedaço disponível entre as montanhas.
E há uma vantagem para quem dispõe de pouco tempo: Belo Horizonte pode funcionar como porta de entrada. Ouro Preto fica a cerca de 100 quilômetros da capital mineira, enquanto Mariana está praticamente ao lado.
Em vez de tentar montar uma grande expedição pela Estrada Real, vale começar com uma pequena parte dela.
Para um fim de semana tradicional, a sequência mais prática é:
Belo Horizonte → Ouro Preto → Mariana → Belo Horizonte.
Ouro Preto deve ser a base da viagem. É onde há mais atrações para visitar, restaurantes, comércio e opções de hospedagem. Mariana pode entrar como um bate-volta, enquanto Congonhas funciona bem como última parada antes da volta para a capital.
Quem tiver apenas sábado e domingo pode concentrar a maior parte do primeiro dia em Ouro Preto, conhecer Mariana na manhã seguinte e avaliar se há tempo para Congonhas na volta.
Com três dias, o roteiro fica bem mais confortável. Não tente juntar as duas rotas em apenas dois dias. Minas combina melhor com mesa posta e caminhada demorada do que com turismo contra o relógio.
Em Ouro Preto, chegue cedo e comece pela Praça Tiradentes. A partir dali, boa parte do centro histórico pode ser explorada a pé, embora as ladeiras deixem claro rapidamente por que um tênis confortável é indispensável.
O Museu da Inconfidência, instalado na antiga Casa de Câmara e Cadeia, ajuda a contextualizar a história da região. Depois, deixe espaço para as igrejas.
A Igreja de São Francisco de Assis está entre as obras mais importantes associadas a Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. A cidade também conserva obras de Manoel da Costa Ataíde e numerosos exemplos da arquitetura religiosa produzida durante o auge da mineração.
Mas não transforme o sábado em uma caça a igrejas.
Pare para almoçar. Entre em uma loja de artesanato em pedra-sabão. Observe as fachadas. Procure um café no meio da tarde. Se tiver interesse pela história da mineração, também é possível visitar antigas minas abertas ao turismo.
No final do dia, caminhe novamente pelo centro. Quando o movimento diminui e as luzes começam a aparecer entre os casarões, Ouro Preto muda de atmosfera. É um bom motivo para dormir na cidade em vez de tratá-la apenas como bate-volta.
Na manhã seguinte, siga para Mariana. Vizinha de Ouro Preto, a antiga cidade foi a primeira capital de Minas Gerais e oferece um centro histórico menor, o que torna algumas horas suficientes para uma primeira visita.
A Praça Minas Gerais concentra três construções importantes: a Igreja de São Francisco de Assis, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo e a antiga Casa de Câmara e Cadeia.
A Catedral da Sé também merece entrar na caminhada.
Depois do almoço, a viagem pode seguir para Congonhas. O principal motivo está no alto da cidade: o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos.
O conjunto abriga os 12 profetas esculpidos em pedra-sabão por Aleijadinho e seis capelas com cenas da Paixão de Cristo. O santuário foi inscrito como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1985.
Não é preciso reservar um dia inteiro para a visita. Algumas horas permitem conhecer o conjunto e, dependendo do horário, visitar também o Museu de Congonhas. De lá, a viagem pode seguir de volta para Belo Horizonte.
O roteiro pode ser feito durante todo o ano, mas cada estação muda um pouco a experiência.
Entre o outono e o início do inverno, as temperaturas costumam ficar mais agradáveis para percorrer ladeiras e centros históricos. À noite, porém, cidades serranas podem esfriar bastante.
No verão, as chuvas exigem mais atenção. Isso não impede a viagem, mas guarda-chuva e alguma flexibilidade no roteiro ajudam.
Datas religiosas também transformam os destinos. Semana Santa e Corpus Christi costumam ganhar celebrações, procissões e decoração especial. Já eventos culturais podem tornar determinados fins de semana mais concorridos.
Se a intenção for viajar em feriados ou durante grandes festivais, reserve hospedagem e transporte com antecedência.
Um roteiro curto não exige muita bagagem. Na verdade, quanto menos peso houver para carregar entre rodoviárias, pousadas e ruas inclinadas, melhor.
Antes de fechar a mala, pense principalmente no clima, nas caminhadas e no tempo que você ficará fora. Também vale deixar um pequeno espaço livre: queijo, doce de leite, cachaça e artesanato costumam tentar até quem jurava que não compraria nada.
Checklist para o fim de semana:
Evite calçados desconfortáveis ou malas enormes. Depois da primeira ladeira de pedra, essa recomendação passa a fazer bastante sentido.
Para quem vem de outras partes do Brasil, Belo Horizonte é uma boa porta de entrada para organizar esse circuito.
A Gontijo opera viagens para a capital mineira e permite pesquisar horários e comprar passagens pela internet. A empresa também oferece rotas como São Paulo–Belo Horizonte, facilitando a chegada de quem pretende usar BH como ponto inicial para se aventurar pelo interior do estado.
Uma boa estratégia é viajar na sexta-feira, chegar à capital e seguir o roteiro no início da manhã seguinte. Assim, sábado e domingo ficam praticamente inteiros disponíveis para os passeios.










