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Belo Horizonte é uma cidade que começa a se revelar antes mesmo do primeiro passeio. Quem desembarca de ônibus já chega ao Centro, perto de mercados, edifícios históricos, restaurantes e de alguns dos lugares que melhor explicam a capital mineira.
Há muitas formas de conhecer BH. Você pode começar pela arquitetura de Niemeyer, passar pelos jardins da Praça da Liberdade e terminar o dia com a Serra do Curral recortando o horizonte.
Além do mais, pode descobrir a cidade do jeito que muita gente daqui prefere: no balcão do Mercado Central, escolhendo um queijo, ou em volta de uma mesa de boteco, dividindo uma porção sem olhar muito para o relógio.
Por isso, descobrir o que fazer em Belo Horizonte não é apenas montar uma lista de atrações. É combinar lugares que contam a história da cidade com outros onde a vida belo-horizontina acontece todos os dias.
Confira nossas dicas a seguir!
A Rodoviária de Belo Horizonte fica na Praça Rio Branco, no Centro. Ou seja, faz diferença para quem chega de ônibus: em vez de desembarcar longe das principais atrações, o viajante já está em uma região que permite começar o roteiro rapidamente.
Se o check-in ainda estiver longe, uma boa saída é guardar a bagagem e aproveitar as primeiras horas pelo Centro. O Mercado Central fica a uma curta distância e funciona especialmente bem como primeira parada porque reúne comida, compras e uma boa introdução aos hábitos mineiros.
Outra possibilidade é seguir pela região central em direção à Avenida Afonso Pena. É ali que o visitante começa a encontrar uma BH de prédios de diferentes épocas, comércio movimentado e endereços que fazem parte da rotina da cidade.
A vantagem é não desperdiçar o dia da chegada. Mesmo quem desembarca pela manhã e tem poucas horas livres consegue transformar esse intervalo no primeiro passeio.
Entrar no Mercado Central com fome é quase uma decisão estratégica. Queijos, doces, cachaças, temperos, frutas, artesanato e pequenos bares se misturam pelos corredores, e resistir a experimentar alguma coisa costuma ser difícil.
O mercado reúne mais de 400 lojas e mantém uma relação que vai muito além do turismo: os belo-horizontinos continuam indo até lá para comprar ingredientes, encontrar amigos e comer. É isso que torna o passeio interessante.
O pão de queijo é quase obrigatório, mas não precisa ser o único plano. Vale procurar queijos mineiros, provar uma goiabada, sentar para um petisco ou levar alguns produtos para casa.
Depois, continue pelo Centro. O tradicional Edifício Maletta é um bom exemplo de um lugar que muda de personalidade ao longo do dia: reúne sebos, restaurantes e bares e continua sendo ponto de encontro de públicos bastante diferentes.
Um pouco mais adiante, o Mercado Novo também ganhou espaço no roteiro gastronômico da capital sem tentar ocupar o lugar do Mercado Central. O prédio inaugurado em 1963 conserva sua atmosfera retrô e hoje abriga bares, restaurantes e pequenos negócios.
Poucos lugares mostram tão bem as diferentes fases da capital mineira quanto a Praça da Liberdade.
Planejada no final do século XIX para concentrar edifícios administrativos, ela conserva jardins, palmeiras imperiais e construções de diferentes estilos arquitetônicos. Os antigos prédios públicos ganharam novos usos, e a região tornou-se um dos principais núcleos culturais da cidade.
Dessa maneira, não trate a praça apenas como uma parada para fotografias. Ao redor dela estão museus e centros culturais que permitem montar praticamente uma tarde inteira de programação.
Entre eles estão o Memorial Minas Gerais Vale, o CCBB Belo Horizonte e o Museu das Minas e do Metal. Como os dias e horários de funcionamento variam, vale consultar a programação antes de sair.
Se preferir ficar ao ar livre, caminhe pelos jardins e depois siga em direção à Savassi. A região concentra cafés, bares e restaurantes e funciona bem como continuação do passeio.
Além disso, vale lembrar que é um bom trecho para perceber uma particularidade da capital: entre uma atração e outra, sempre parece surgir um café, uma padaria ou alguma mesa convidando a interromper o roteiro por meia hora.
Reserve pelo menos meio período para a Pampulha. Ela fica afastada do Centro, então tentar encaixá-la rapidamente entre dois outros compromissos costuma resultar em mais trânsito do que passeio.
O principal motivo para ir até lá é o Conjunto Moderno da Pampulha, concebido nos anos 1940 ao redor da lagoa. Oscar Niemeyer assinou os principais edifícios, com participação de nomes como Roberto Burle Marx e Cândido Portinari. Desde 2016, o conjunto integra a lista de Patrimônio Mundial da UNESCO.
A Igreja de São Francisco de Assis é provavelmente a construção mais reconhecível. As curvas de Niemeyer, os painéis de Portinari e a lagoa ao redor produziram uma imagem que acabou se tornando uma espécie de resumo visual de BH.
Mas não vá embora logo depois da igreja. A região inclui ainda a Casa do Baile, o Museu de Arte da Pampulha e outros elementos do conjunto arquitetônico.
E, se futebol também fizer parte da viagem, o Mineirão fica na mesma região. Assim, arquitetura, paisagem e futebol podem dividir o mesmo dia sem transformar o roteiro em uma maratona.
Em algumas cidades, comer entra entre um passeio e outro. Em BH, comer é o passeio. A fama dos botecos convive hoje com restaurantes contemporâneos, cafeterias, cervejarias e casas que revisitam receitas tradicionais.
A gastronomia é tão importante para a identidade local que Belo Horizonte integra, desde 2019, a Rede de Cidades Criativas da UNESCO na categoria Gastronomia.
Para quem tem pouco tempo, o Mercado Central resolve boa parte da curiosidade gastronômica. Mas quem passar dois ou três dias na cidade deveria separar pelo menos uma noite para os bares.
Mercado Novo, Savassi, Lourdes, Santa Tereza e a região da Rua Sapucaí oferecem experiências bastante diferentes. Você pode procurar um boteco tradicional, escolher um restaurante de cozinha mineira ou simplesmente seguir uma estratégia bastante local: sentar, pedir uma cerveja e descobrir qual petisco a mesa ao lado pediu.
Afinal, provar Minas não significa apenas procurar pão de queijo. Tem torresmo, fígado com jiló, tropeiro, queijos artesanais, carnes, doces e receitas que variam de uma cozinha para outra.
Se você ainda está pesquisando o que fazer em Belo Horizonte, comece na escolha da viagem. A Gontijo opera rotas que ligam a capital mineira a diferentes cidades do país, incluindo trajetos como São Paulo–Belo Horizonte e Governador Valadares–Belo Horizonte.










