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Sete dias em Minas não precisam virar uma coleção de rodoviárias, check-ins e fotos tiradas correndo. Dá para fazer Minas Gerais de ônibus de um jeito muito mais gostoso: escolhendo poucas cidades, ficando tempo suficiente em cada uma e percebendo como o estado muda conforme a estrada avança.
Nossa sugestão começa em Belo Horizonte, passa por Araxá e termina em Uberlândia. São três cidades que mostram versões bem diferentes de Minas: a capital dos mercados e botecos, uma cidade marcada pelas termas e pelo descanso e, por fim, a energia urbana do Triângulo Mineiro.
Saiba tudo o que precisa a seguir!
Belo Horizonte tem muitos pontos turísticos, mas seria um desperdício conhecer a cidade apenas marcando monumentos no mapa.
BH pede mesa.
Por isso, no dia 1, comece pela região da Praça da Liberdade, onde vários museus e centros culturais fazem parte do Circuito Liberdade. Depois, siga caminhando ou faça um deslocamento curto até o Mercado Central; são cerca de 16 minutos a pé entre as duas regiões.
E aí, por favor, não faça do mercado uma visita de vinte minutos.
Entre. Veja os queijos, os doces, as cachaças, as quitandas e os temperos e pare para comer alguma coisa. O mercado pode servir como parada para o almoço, com destaque para pratos clássicos como fígado com jiló, empada de jiló, broa de fubá e doce de leite.
É um começo muito mais mineiro do que simplesmente chegar, tirar uma foto e ir embora.
A Pampulha reúne arquitetura, paisagem e parte importante da história moderna de Belo Horizonte. Tanto a Igreja de São Francisco de Assis quanto a Casa do Baile e outros espaços ligados ao conjunto arquitetônico podem preencher a manhã dos turistas sem muita dificuldade.
Depois, diminua o ritmo.
Almoce, caminhe um pouco e escolha onde quer terminar o dia. Pode ser em Santa Tereza, pode ser em um bar, pode ser simplesmente voltando cedo para o hotel.
Depois de Belo Horizonte, Araxá parece uma mudança de marcha.
A capital fica para trás e entram as águas minerais, os jardins, os doces, os queijos e aquele tipo de cidade que convida a fazer menos coisas por dia.
Ao chegar, use o primeiro dia para descobrir a cidade sem grandes ambições.
Conheça o centro, procure produtos locais, passe pelos espaços culturais e, se der tempo, vá até o Mirante do Cristo. A Secretaria de Turismo de Araxá, inclusive, lançou em 2026 roteiros específicos para quem tem apenas um dia ou um fim de semana na cidade, reunindo museus, igrejas, gastronomia, artesanato e natureza.
É exatamente o tipo de destino que não precisa de uma agenda de oito atrações.
Se existe um lugar que merece uma manhã, é o Complexo do Barreiro.
É lá que estão alguns dos símbolos mais conhecidos de Araxá, incluindo o Grande Hotel, as Termas, fontes minerais, jardins e áreas para caminhar. O próprio roteiro turístico municipal coloca o complexo entre os principais atrativos da cidade.
E há algo interessante nessa parada: você não precisa estar hospedado no Grande Hotel para perceber o tamanho da presença dele na paisagem.
Caminhe pelos jardins, observe a arquitetura, sente um pouco e aproveite o contraste com os primeiros dias em BH.
Depois disso, procure um café, um doce ou um queijo produzido na região e aceite que esse também é um passeio turístico perfeitamente válido em Minas.
De Araxá, a viagem continua até Uberlândia. E aqui o estado muda de personalidade mais uma vez.
Uberlândia não tem aquela imagem de cidade turística clássica, e talvez seja justamente isso que torne a parada interessante. É uma cidade grande do interior, universitária, movimentada, cheia de restaurantes, comércio e vida noturna.
No primeiro dia, assim como nas outras paradas, não complique sua vida.
Depois de deixar as malas, vá conhecer o Mercado Municipal. É o lugar certo para voltar ao assunto que Minas insiste em colocar na mesa: queijo, doce, café, cachaça e comida boa.
Caminhe um pouco pelo centro e guarde energia para os próximos dois dias.
Uberlândia tem um dos parques urbanos mais conhecidos da região, e ele merece mais do que uma passagem rápida.
O Parque do Sabiá tem pista de caminhada com cerca de 5,1 km, lagos, áreas esportivas e zoológico, além de diferentes espaços de lazer. Então faça algo que nem sempre aparece nos roteiros corridos: passe uma manhã inteira ali.
Caminhe, pare, observe o movimento. Se estiver viajando com crianças, o parque tem ainda mais possibilidades, como brinquedos, zoológico, pedalinhos e outras atividades gratuitas.
Depois do almoço, você pode procurar um museu ou espaço cultural, voltar ao hotel ou simplesmente conhecer melhor os bairros e restaurantes.
Depois de seis dias, provavelmente você já vai ter entendido uma coisa: parte da graça de viajar por Minas está justamente nos intervalos. É o café tomado sem pressa. A conversa no balcão. O queijo que você compra “só para levar” e abre antes de chegar em casa.
Por isso, não invente cinco passeios no último dia.
Volte ao Mercado Municipal para comprar alguma lembrança, faça um almoço caprichado e deixe uma boa margem até o horário do ônibus.
Se a passagem for noturna, aproveite algumas horas extras na cidade. Se for durante o dia, tome café, arrume a mala e encerre o roteiro sem corrida.
Belo Horizonte, Araxá e Uberlândia estão entre as cidades mineiras atendidas pela Gontijo, que mantém uma presença extensa dentro do estado.
Pelo site ou aplicativo, dá para consultar os trechos disponíveis, comparar horários e organizar cada etapa antes de sair de casa.
E essa é provavelmente a melhor forma de encarar sete dias por Minas: menos cidades, mais viagem. Compre já sua passagem!










